oncontextmenu='return false' onselectstart='return false'>expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

23 novembro 2015

2

Bullying: afeta eu, afeta você, afeta todos nós. É preciso combate-lo!


Olá meus amores, tudo bem?

Hoje trouxe um texto com uma experiência com o Bullying que vivenciei com a minha pequena Maria Eduarda, algumas dicas e no final um convite especial para vocês. 

Pode parecer estranho para algumas pessoas, mas apesar do bullying acontecer na maioria imensa das escolas, muita gente não sabe o que ele significa. Afinal, o bullying é um nome em inglês para um problema que atinge crianças e adolescentes em todo o mundo: um ato de violência física e/ou psicológica promovida de maneira constante por colegas. E é sobre o bullying infantil que iremos abordar. É muito importante todos se informarem sobre o assunto, só assim é possível identificar o problema e combate-lo de imediato.

Hoje em dia existem várias campanhas muito fortes contra o bullying, seja no Brasil, nos Estados Unidos e em outros países, mas nem sempre foi assim. Aqui no Brasil, então, é muito recente considerar que aquelas “brincadeiras” que envolviam humilhação não eram brincadeira coisa nenhuma. Eram violência e precisava ser combatida por educadores e pais e mães de estudantes. Por exemplo, na minha infância o bullying era muito comum, mas sem esse nome e sem que educadores e pais e mães dessem a importância que hoje damos.
Ainda existe muita desconfiança quanto à palavra bullying, muitos dizem que passaram por muitas situações na infância e não sofreram nenhum trauma. Será mesmo? Voltando um pouco ao passado é fácil recordar a prática do bullying, até mesmo partindo dos professores e professoras: arremessavam apagadores ou giz na cabeça dos alunos, batiam com a régua nas mãos dos alunos (quem se lembra da “palmatória”?), xingavam de “burro” ou “retardado”, entre outros insultos. Mas não pensem que as crianças estavam imunes a esse comportamento. Ao contrário. Chamar uma criança de “quatro olho”, “baleia”, “narigudo”, “magrelo”, “bastardo” era muito comum e poderíamos continuar a citar outros termos pejorativos. Naquele tempo não era comum os pais procurarem as escolas para reclamar e as instituições e os professores não faziam trabalhos de conscientização. A razão era simples, como já até dissemos antes: esse comportamento era considerado “coisa da idade”, “coisas de criança”, e a falta de preparo psicopedagógico por parte dos educadores terminava por permitir a reprodução desse comportamento sem encontrar resistência por parte da Escola e mesmo dos pais e mães de estudantes.
Alguém pode dizer: “tudo é bullying! Não pode mais fazer nada que acham que é ofensa!” Convenhamos, se “tudo hoje em dia” é considerado bullying, não sei, mas me alegro em saber que nos tempos atuais não precisamos mais tolerar essas práticas, ou qualquer forma de agressão, intimidação, ofensas, maus tratos ou preconceitos.


O bullying, como já dissemos, é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. 



Agora vou contar um pouco da minha experiência com o bullying por meio de minha filha, Maria Eduarda: ela foi vítima de bullying na escola, sofreu agressões físicas e verbais de uma colega de sala. Levo e busco as minhas pequenas todos os dias na escola e sempre converso com a Maria Eduarda sobre a escola. Na ida é de praxe eu dizer: Juízo! Boa aula! Presta atenção na aula! #CoisasdeMãe
              Na volta sempre conversamos sobre como foi a aula e tudo mais, e ela me conta tudo, por termos essa liberdade de dialogo sempre fico sabendo de tudo, e é fácil intervir, pois ela não tem medo de me contar os acontecimentos, diferentemente de sua relação com o pai, ela não lhe compartilha sua vida e sempre me pede para não contar por medo de ser repreendida.
Ao me contar das primeiras agressões verbais, sempre a orientava como deveria se posicionar. A primeira medida pra enfrentar o problema seria conversar com a professora responsável, o que, infelizmente, não resolveu nada, restando, então, procurar a coordenadora da Escola. Feito tudo isso, nada se resolveu e começaram as agressões físicas: eram puxões de cabelo, murro nas costas, todos os dias a mesma situação, o que levava a Maria Eduarda voltar chorando pra casa. Até que um dia na hora que cheguei na escola ela tinha acabado de ser agredida. Imaginem minha reação: “surtei” e fui parar na coordenação. Já tinha ido outras vezes, mas a aluna era difícil. Exigi, então, a presença dos pais da aluna para uma reunião. Pasmem, a mãe se recusou a ir na escola, o motivo que me foi apresentado, era que a mãe não aguentava mais a filha, e que ela só sabia que havia “parido”, mas era como se não tivesse nascido dela. Até hoje essas palavras que me foram ditas me fazem entrar em uma profunda reflexão. Muito triste! 

O jeito foi resolvermos de uma forma não muito usual: reunimos eu (como mãe da vítima), a criança que praticava o bullying, duas coordenadoras e a proprietária da escola. As coordenadoras iniciaram a conversa com a criança e finalizei “olhando dentro dos olhos dela”, ela abaixava a cabeça e eu pedia para olhar pra mim nos meus olhos. Expliquei que o comportamento dela não era correto, que a Maria Eduarda tinha tudo para ser amiga dela pois a tratava com respeito, que em momento algum a Maria Eduarda teria dado motivos para ela agir daquela forma e mesmo se tivesse dado motivos esse tipo de comportamento não era aceitável.
Expliquei que a Maria Eduarda lutava Judô e mesmo com a autorização do Sensei (professor), ela não desferiu nem um golpe como defesa. Que essa atitude da Maria Eduarda era vista como respeito a ela, a escola e aos colegas. Que ela também teria que se comportar da mesma forma, respeitando a todos e a todas em sua volta. A conversa foi longa e sei que ela absorveu boa parte e me alegro por isso.
Pedi para que ela se desculpasse com a Maria Eduarda e que a partir daquele dia esse tipo de situação não mais se repetisse. Ela pediu desculpas para a Maria Eduarda e, até hoje (já estamos no final do ano letivo), não aconteceu mais esses episódios e as duas são bem próximas. Ah, e ela todas as vezes que me vê corre ao meu encontro, me chama de tia, e conversa comigo sobre os mais diversos assuntos. Nosso caso foi fácil de identificar e combater a tempo. Por isso o dialogo entre pais e a instituição de ensino é muito importante. É importante falar sobre o bullying, traçar diretrizes mais humanas no cuidado e educação de nossas crianças. Uma escola só vence o bullying quando os pais, professores, funcionários e alunos aprendem sobre causas e consequências do bullying.


Quanto à postura dos pais, o dialogo é o mais importante, é essencial que a criança se sinta protegida e que não está vivendo esta situação sozinha. Muitas vezes a agressão física é vista como mais grave do que a agressão psicológica, mas colocar apelidos pejorativos podem machucar tanto quanto a agressão física pois deixam marcas psicológicas que podem se desenvolver como traumas se não forem tratadas. O bullying pode trazer prejuízos tanto para a vítima quanto para o agressor e as outras crianças que assistem aos episódios de agressão como ansiedade, depressão, pânico, dificuldade de se relacionar com outras pessoas, problemas de rendimento escolar. São razões mais do que suficientes para que os pais se façam presentes na vida escolar de seus filhos e filhas e estarem sempre atentos aos sinais de violência psicológica que sofrem (e causam).



É muito importante orientar as crianças em casa, sobre respeito ao próximo, de saber tratar as pessoas como gostariam de ser tratados.
Ajudar a criança a ter sempre a autoestima elevada, só assim para ela se encorajar e se tornar uma criança segura e corajosa e não se deixar fragilizar pelo bullying.  


Caso a instituição de ensino que seu filho estude não tenha algum projeto anti-bullying, proponha palestras, vídeos, teatros, trabalhos, tudo para conscientização e combate do bullying.O Bullying é crime e não podemos aceitar essa prática, é importante que a criança não tenha medo de denunciar, encoraje seu filho a denunciar para um adulto, a instituição na qual estuda e para vocês, os pais.Gostaria de convidar vocês para participarem do grupo Minha Vida Anda, que é uma iniciativa da Calçados Bibi, no Facebook, onde podemos conversar sobre todos os assuntos que nos afligem enquanto mães, desabafar, compartilhar, dar muitas risadas e principalmente nos ajudar e fazer a vida andar na plenitude de ser mãe!




No dia 24/11, das 15 às 16:30hs (horário de Brasília), estarei no grupo Minha Vida Anda, para um bate-papo online, compartilhando um pouco sobre minhas experiências maternas, respondendo algumas dúvidas, e assim vamos nos ajudando, e aprendendo juntas. Espero vocês por lá!

Pra entrar no grupo, basta clicar AQUI e solicitar sua a participação!

Grande Beijo, meu e das pequenas.

2 comentários :

  1. Se as pessoas amassem mais não teriam tempo de apontar os defeitos alheios.

    bjokas =)

    ResponderExcluir
  2. Parabens pela sua atitude! Voce em parte deu uma boa ajuda a essa crianca que praticava o bulling em sua filha, com certeza ela levara isso para o resto da vida, respeitando e talvez vendo com outros olhos as pessoas! E a falta de dialogos da parte da mae, do pai, que talvez essa crianca tenha se tornado assim.
    Parabens pela otima educacao que esta dando as suas filhas! Se todos pensassem e agissem dessa forma, nosso pais seria bem diferente do que e hoje.
    Bjos!

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário, porque eu adoro! :)

Grande Beijo, meu e das pequenas.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Layout: Prioridade de Mãe/ Designer: Acessórios e Personalizações de Blogs Tecnologia do Blogger | Todos os direitos reservados ©2013