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01 outubro 2015

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Dia Internacional da Terceira Idade




Olá meus amores, tudo bem?

Em 1º de outubro, comemora-se o Dia Internacional da Terceira Idade. Uma data especial, destinada a conscientizar a sociedade sobre a importância da promoção e discussão dos direitos e condições de vida nesta fase. E para comemorar essa data trouxe uma reflexão linda e emocionante.

"Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia."


Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. 

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios. 

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz. 

Todo filho é pai da morte de seu pai. 

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Fase para retribuir os cuidados e o amor. 

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais. 

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. 

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. 

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes, sob a forma de corrimões. 

Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente? 

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete. 

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia. 

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos. 

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira: 

Deixa que eu ajudo. 

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo. 

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito. 

Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo. 

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável. 

Embalou o pai de um lado para outro. Aninhou. Acalmou o pai. 

E apenas dizia, sussurrado: Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

(Fabrício Carpinejar)


Espero que tenham gostado.

Grande Beijo, meu e das pequenas. 

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Grande Beijo, meu e das pequenas.

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