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28 março 2014

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Tabaco e filhos, uma mistura letal.

Olá Pessoal, tudo bem?

Hoje trouxe uma pesquisa sobre o Tabaco, filhos e o fumo passivo que tornam as crianças as principais vítimas. É triste a realidade de saber que o lugar onde a criança corre mais risco é dentro de sua própria casa, pais e mães que fumam dentro de casa, as crianças acabam tendo maiores chances de desenvolver infecções respiratórias como Pneumonia e Bronquite.


Vamos conferir a Pesquisa.


Quando a pessoa está fumando faz um monte de tempo, ela morre. Esse é o caso da minha mãe.” “É ruim, porque eu sei que está fazendo mal para o meu filho e mesmo assim estou cometendo o erro.”


Frases significativas como estas são a base da pesquisa “Criança: fumante passivo sem opção”, desenvolvida pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo durante seis meses em 2003,
que procurou entender como funciona a dinâmica familiar entre pais e filhos em lares com pais fumantes. 

O estudo partiu da premissa de que o tabagismo passivo é hoje a terceira maior causa de morte evitável no mundo e quis compreender a percepção que os pais têm da deterioração da saúde dos filhos. Também verificou como as crianças se percebem enquanto fumantes passivas e como se relacionam com o universo familiar onde o tabaco está presente.

Não é segredo algum o fato de que o tabagismo faz mal à saúde, tanto para aquele que fuma como para aqueles que estão ao seu lado, os chamados fumantes passivos. Porém, o número de consumidores de cigarro no mundo e no Brasil, o de fumantes passivos e o de casos de morbidade e mortalidade em função do tabagismo assusta por sua grandeza e atesta o grave quadro de saúde pública em função do vício de fumar.

De acordo com a pesquisa elaborada pela USP – coordenada pelos professores Fernando Lefèvre, Ana Maria Cavalcanti Lefèvre e desenvolvida pelos professores Isabel Bicudo Pereira, Glacilda Menezes Stevien e Antonio Pedro Mirra, existem hoje no mundo cerca de 1,26 bilhão de fumantes, sendo só no Brasil mais de 30 milhões de pessoas acima de 15 anos. Quanto ao consumo, são 7,3 trilhões de cigarros/an consumidos no mundo; no Brasil há um consumo de 149 bilhões de cigarros/ano. Outro dado alarmante é quanto à mortalidade: o tabaco mata no mundo um em cada dez adultos, além de ser o responsável por 2,6% da mortalidade total da humanidade. No ano de 2002 a mortalidade total decorrente do tabagismo foi de 5 milhões de pessoas, sendo 3,5 milhões nos países em desenvolvimento e 1,5 milhão nos países desenvolvidos. No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas morram por ano devido a doenças relacionadas ao consumo de cigarro. O mal causado aos fumantes passivos também é enorme: o fumante inala 25% da fumaça do seu cigarro e o restante permanece no ambiente, sendo inalado pelos não fumantes, com o agravante de que estes, os passivos, não contam com a barreira representada pelo filtro existente em várias marcas de cigarros. Segundo a pesquisa, o tabagismo passivo é considerado a terceira maior causa
de morte evitável no mundo, atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool. Estima-se que hoje existam 2 bilhões de fumantes passivos no mundo, sendo que no Brasil esse número é por volta de 15 milhões de pessoas.

VÍCIO PERSISTENTE

Devido à pressão social e conscientização da população, há hoje no mundo vasta legislação de combate ao tabagismo, além de campanhas contra o cigarro e informações sobre seus malefícios à saúde pública. Todavia, tanto o conhecimento científico como a legislação não impedem que as pessoas fumem.

“O próprio comportamento e a vontade de fumar são os principais obstáculos para que a pessoa não abandone o cigarro. Mesmo sabendo dos prejuízos causados pelo fumo tanto para si como para os que vivem ao seu lado, além de, com freqüência, ter a intenção de largar o vício, o fumante, no momento de concretizar essa intenção, não o faz, devido a outros fatores”, argumenta o professor Lefèvre. 
Essa contradição interior torna-se ainda mais complexa quando a relação fumante e não fumante se concretiza no lar, entre pais e filhos, completa ele.

“Nossa pesquisa foi realizada com a intenção de entender a percepção que os pais têm enquanto atores principais no processo de deterioração da saúde dos filhos, e também como as crianças se percebem enquanto fumantes passivas e como se relacionam com o universo familiar, onde o tabaco está presente. Esta pesquisa é quali-quantitativa, uma soma de depoimentos e dá voz tanto às crianças como aos pais, mostrando os meandros dessa realidade”, esclarece a professora Ana Maria Lefèvre.

Pais têm consciência do mal causado

Financiada pela Secretaria de Estado da Saúde e desenvolvida pela Faculdade de Saúde Pública, a pesquisa entrevistou 41 crianças com idades que variavam entre 10 e 15 anos, sendo 48,8% de garotos e 51,2% de meninas; os entrevistados também estavam assim distribuídos, segundo a aceitação em participar da pesquisa: 85,4% de escolas públicas e 14,6% de escolas particulares. A porcentagem de pais fumantes foi de 48,8%; a de mães, de 24,4%; e a de pais e mães fumantes, de 26,8%.
Foram entrevistados 22 pais, sendo que 81,8% eram mães e 18,8% pais, com idades que variavam entre 36 e 58 anos. A primeira questão para a criança foi sobre a possibilidade de ela vir a fumar. A grande maioria, 59,01%, respondeu que não pretende fumar, e as razões mais freqüentemente apontadas estão ligadas ao medo de doenças e ao medo da morte, como ilustra a fala apreendida das entrevistas: “Em alguns casos, quando a pessoa já está fumando faz um monte de tempo, ela morre. Esse é o caso da minha mãe”.
Segundo os responsáveis pelo estudo, as crianças parecem estar influenciadas pelas campanhas realizadas na escola e na mídia, fantasiando, inclusive, alguns efeitos do fumo, como se verifica em outra frase: “As pessoas que fumam perdem a inteligência e perdem a consciência do que é certo e do que é errado”.
Sobre o fato de os pais fumarem na frente delas, 43,9% das crianças declaram que os pais fumam em sua presença e se revelam incomodadas com isso, além de sentirem mal-estar com fumaça e cheiro de cigarro. 

“Eu não fico perto deles, porque não gosto da fumaça.” Elas também têm consciência de serem fumantes passivas (“mãe, pára de fumar perto de mim, porque você está fazendo eu fumar junto com você”) e têm medo de se viciar: “A fumaça vai entrar em mim e pode me dar vontade de querer fumar também”.

Há ainda 24,39% das crianças que dizem que os pais não fumam em sua presença, porém descrevem com riqueza de detalhes os locais onde os pais fumam, o que, de acordo com os pesquisadores, parece indicar a preocupação, tanto dos pais em poupar as crianças (“minha mãe só fuma no quarto dela”), quanto destas ao saber quando e onde os pais fumam (“ele não fuma dentro de casa, ele vai lá fora, na garagem”).

Nas entrevistas com os adultos, a primeira questão levantada foi sobre se eles fumam no local onde os filhos estão. Para os pesquisadores, é relativamente pequeno (22%) o número de pais que declaram fumar na frente dos filhos, o que denota uma sensibilização pelas campanhas antifumo e pelo próprio apelo dos filhos. Percebe-se, na maioria, uma preocupação em poupar as crianças da fumaça e uma consciência dos males para o fumante passivo, como revelam as frases: “É ruim porque eu sei que está fazendo mal para ele e mesmo assim estou cometendo o erro”. A maioria dos pais tem consciência de que os filhos não suportam o cheiro do cigarro e não gostam que eles fumem: “Geralmente meu filho é que sai de perto de mim, tem ódio mortal de cigarro”. 
Porém, os adultos reconhecem a força do vício e parecem saber que estão prejudicando os filhos. Grande parte dos discursos dos pais versa sobre o esforço em fumar em locais específicos, visando poupar seus filhos (“Eu vou para a sacada, fecho a porta e lá eu fumo”). Há, por último, os que declaram fumar exclusivamente fora de casa: “Não, eu fumo fora, estou me prejudicando, não vou prejudicar meus filhos”.

Outra questão apresentada aos adultos foi sobre o que eles pensam da possibilidade de o filho vir a fumar. De acordo com os pesquisadores, a maior parte dos pais (50%) diz que seus filhos não deverão fumar (“Não, porque eu ensino. É um vício que é difícil de tirar”) e 18,1%  dizem que esperam que seus filhos não venham a fumar 
(“Meu filho faz campanha para que eu pare de fumar, é consciente de que o fumo é ruim. Então espero que ele não fume”).

Entretanto, os pesquisadores verificaram uma contradição entre as respostas dos filhos e dos pais: se pelo lado das crianças muitas declaram que poderão vir a fumar por influência dos pais, por imitação, pelo lado dos adultos, os pais acreditam que seus filhos não seguirão seu vício. Existe ainda uma porcentagem pequena (9%) de pais que, embora não gostando, reconhece a sua influência sobre a possibilidade concreta de o filho se tornar um fumante.

*Idec


Lembrando que os males causados pelo fumo passivo já estão comprovados cientificamente, hoje sabe-se que a exposição a fumaça do cigarro pode causar câncer, doenças cardiovasculares, asma e até a morte.

Evite fumar perto de NÃO FUMANTES, principalmente CRIANÇAS.

Criança por perto? Apague o Cigarro!


Grande Beijo, meu e das pequenas.

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